terça-feira, 18 de agosto de 2015

ROCHAS ESPACIAIS

METEORITOS





 



Ou rochas-extraterrestres. Os meteoritos são as “estrelas cadentes” que atingem a superfície da Terra. As suas dimensões podem variar desde o tamanho de um grão de areia à de uma massa de várias toneladas (o meteorito de Hoba, Namíbia, pesa 60 toneladas, e o maior brasileiro é o achado em Monte Santo, Bahia, o Bendegó de 5.360 quilos), custodiado no Museu da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Os meteoritos têm dois entendimentos segundo a maneira de encontrá-los: “caídos”, aqueles que vemos caindo. E “achados”, aqueles que encontramos e reconhecemos por suas características típicas. Existem três categorias de meteoritos e a sua proporção encontrada na Terra: os Pétreos 94,4%, os Férricos 4,5% e os Mistos 1,1%. E a quantidade de ferro metálico nomina os meteoritos: Sideritos (mais de 90%), Siderolitos (50% mais ou menos), e o Aerolitos (menos de 20%). São normas ditadas pela Meteoritical Society. O meteorito férrico tem um conteúdo de níquel variando entre 5 e 15%, formando toda a massa dos meteoritos de ferro e mostra um padrão hexagonal sobre uma superfície polida e corroída por ácido nítrico (linhas de Widmannstatten). Esta composição não se encontra na crosta terrestre como minério. O ferro acha-se disseminado em meteoritos silicatados, em grânulos pequenos ou grossos, por vezes agregados maciços que consistem em grãos irregulares de diferentes minerais, o seu tamanho varia entre o microscópico e os vários centímetros de largura. Origem e classificação: os meteoritos são de uma maneira simples, rochas ígneas formadas fora da Terra. A maioria é proveniente da faixa de asteróides situadas entre as órbitas de Marte e Júpiter. Reconhecem-se os meteoritos por sua superfície fundida, cheias de cavidades e depressões côncavas (Regmagliptos), e por um revestimento de óxido férrico, ferrugem. Os meteoritos férricos são magnéticos. Há os meteoritos Vítreos (tectitos) que são de estrutura amorfa e quase todos formados, predominantemente, de SiO2 (80%) e Al2O3 (10%). Cor verde-claro a escuro e negro. Diafaneidade: transparente, translúcido a opaco. Brilho: vítreo. Fratura: concoidal a irregular. Procedem do espaço, porem não foi observada nenhuma queda até o presente momento. Sua composição química é distintamente diferente da dos vidros magmáticos. A densidade é de 2,4.  De pequeno tamanho, de 200 a 300 gramas. Morfologia: em forma de disco, ovoide e fragmentos irregulares. Superfície lisa ou rugosa.

Foto 1 = Meteorito Férrico, encontrado em 1.836,  Brukkaros, Namíbia. Pesa 844 gramas e mede 9,5 x 8,2 x 4,5 cm.
Foto 2 = Meteorito Férrico, encontrado em 1.879, Estheville, Iowa, EUA. Pesa 24,8 gramas e mede 3 x 2,5 x 1,5 cm.
Foto 3 = É o efeito que se tem quando um meteorito de ferro é cortado, polido e atacado com ácido nítrico, forma esta figura típica só em meteoritos, linhas de 'Widmanstatten". 
Foto 4 = Meteorito Férrico "Regmaglipts". Encontrado em 1.947, Paseka, Rússia. Mede 4,9 x 4,2 x 1,8 cm. Neste tipo de meteorito, acontece por que na entrada da atmosfera, os minerais menos resistente sofre combustão, dando este efeito com cavidades na sua superfície.
Foto 5, 6 e 7 = Meteorito condrito carbonáceo ou Pétreo. Queda em 1969, Chihuahua, México. Pesa 202 gramas. Mede 8,9 x 6,8 x 2,4 cm. Composição: olivina, ortopiroxênio, augita, anortita, etc. A foto 5 mostra o meteorito natural. A foto 6 mostra o meteorito cortado. A foto 7 mostra ampliado seus grânulos minerais.
Foto 8 = Tectite - Moldavite. Pesa 21,5 gramas e mede 5,2 x 2,6 x 1,2 cm. Bohemia, República Checa. Pensa-se que são vidros vindos do espaço, sem comprovação científica.
Fotos gentilmente permitidas pela Crystal Classics.

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