sexta-feira, 3 de novembro de 2017

MINERAL

CHAROÍTA
Silicato hidratado complexo de potássio, sódio, cálcio, bário, estrôncio e flúor. Fórmula química: (K,Sr,Ba)(Ca,Na)2(Si,Al)4O10(OH,F). Família dos silicatos. Sistema cristalino: monoclínico. Cor: violeta intenso, lilás. Brilho: vítreo a mate. Dureza: 5 a 6. Densidade: 2,6. Traço: branco. Clivagem: boa. Fratura: irregular. Morfologia: maciço, agregados fibrosos. Diafaneidade: translúcido a opaco. Fluorescência: azul pálido. Ocorrências: hidrotermal em rochas ígneas alcalinas. Usos: estatuária, objetos de adorno e joalheria. Descoberta na em 1940 na região do rio Chara, Yakútia, na Sibéria, Rússia.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

MINERAL

RUBI

Óxido de alumínio. (Al2O3). Os coríndons são formas cristalizadas raras de alumina. A coloração variada dá em púrpura o rubi. Em azul a safira. A tonalidade pode variar do vermelho, desde o rosado ao púrpuro, ou vermelho amarronzado, dependendo do conteúdo de cromo e ferro da pedra. As inclusões são muito frequentes, mas não significam uma diminuição da qualidade: ao contrário: são provas da legitimidade dos rubis naturais, em contraposição às gemas sintéticas. Sistema cristalino: hexagonal, romboédricos, bipiramidal e trigonal (prismas de seis faces). Dureza: 9 (abaixo apenas do diamante). Densidade: 4,1. Brilho: vítreo, adamantino. Traço: branco. Fratura: concóide, irregular. Clivagem: não clivavel. Cor: a substância corante é o cromo. Diafaneidade: transparente, translúcido e opaco. Origem: rochas magmáticas e metamórficas, ou como seixos rolados em depósitos aluviais. Fluorescência: forte, vermelho carmim. Fusibilidade: infusível. Solubilidade: insolúvel em ácidos. São encontrados em Myanmar, Sri Lanka, Tailândia e Vietnã. No Brasil ocorrem em Granja e Itapipoca CE, Parelhas RN, Patos PB, Floresta PE, Petrópolis RJ, São Roque SP, e Conceição do Mato Dentro MG, sempre impuro. Há rubi no rio Paraguaçu BA, e safira nos rios Coxim, Jauru e Coxipó MT. Amostra bruta do Sri Lanka. 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

MINERAL

OLHO DE GATO
Algumas gemas apresentam figuras luminosas em bandas e opalescência na superfície, “schiller”, que nada tem a ver com sua cor nem com impurezas, nem com a composição química do mineral. Seu efeito se deve muito mais a fenômenos de reflexão, interferência ou deflação. Acatassolamento ou efeito olho-de-gato (chatoyance) é um fenômeno luminoso que lembra o olho rasgado de um gato (vem do francês: chat = gato, e oeil = olho). Ele é produzido pela reflexão da luz sobre acúmulos de fibras paralelas, agulhas ou canais ocos. O maior efeito deste fenômeno se consegue quando a gema é lapidada em forma de cabochão, de modo que a superfície base seja paralela às fibras. Quando a gema é girada, o efeito olho-de-gato de desloca sobre sua superfície. Este efeito da lapidação cabochão possui uma linha branca cruzando a envergadura da gema, devido a inclusões de fluido em canais ou em formas de plumas, ou inclusões aciculares de rutilo. Duas gemas de turmalina verde em cabochão com o efeito olho de gato.

MINERAL

OLHO DE TIGRE
Óxido de silício. SiO2. Sistema cristalino: trigonal. Formado a partir do olho-de-falcão, por transformação (pseudomorfismo) da crocidolita (asbeto azul) em quartzo, mantendo a estrutura colunar. As hematitas pardas determinam a sua cor amarelo-dourada. Nas superfícies polidas tem brilho vítreo e sedoso e lampejos laminar. Este fenômeno é o “schiller” com uma luz ondulante, quando girada, também chamado “acatassolamento ou chantoyance”. É encontrado junto com o olho-de-falcão em placas de vários centímetros de espessuras nas quais as fibras são perpendiculares à superfície da placa. O olho-de-tigre é um agregado de fibras de quartzo orientadas paralelamente, associadas à limonita finamente fibrosa. Suas propriedades físicas e visuais são idênticas. O mineral é sensível aos ácidos. Dureza: 7. Densidade: 2,7. Traço: amarelo pardo. Clivagem: não há. Fratura: fibrosa: Diafaneidade: opaco. Fluorescência: não há. Ocorrências: África, Austrália, Brasil e EUA. Amostra bruta da África do Sul.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

MINERAL

OLHO DE FALCÃO

Óxido de silício. SiO2. Sistema cristalino: hexagonal (trigonal). Agregado de quartzo opaco, de finas fibras com inclusões de crocidolita (asbeto azul), possuindo cor cinza-azulada ou verde-azulada e opalescência de superfície polida. O olho de falcão se forma quando a crocidolita se altera para quartzo, mas a cor cinza-azulada ou verde-azulada do original permanece. Quando lapidado em cabochão mostra umas pequenas faixas luminosas na superfície que lembram o olho de uma ave de rapina. O mineral é sensível aos ácidos. Dureza: 7. Densidade: 2,7. Traço: amarelo pardo. Clivagem: não há. Fratura: fribosa. Brilho: vítreo e sedoso. Diafaneidade: opaco. Fluorescência: não há. Ocorrências: África, Austrália, EUA e Brasil. Amostra bruta da África do Sul.

MINERAL

RODONITA

Silicato de manganês. Mn(SiO3). Cristalografia: cristais (triclínicos) raros, massas tabulares, colunares, compactos, granulosos. Brilho: vítreo a nacarado. Diafaneidade: translúcido a opaco. Cor: rosa ou vermelho rosado, e aparecendo com frequência veios mais escuros ou manchas decorrentes da oxidação do manganês. São inclusões dentríticas negras de óxido de manganês. Pode conter ferro, magnésio e zinco. Dureza: 5,5 a 6,5. Densidade: 3,5. Clivagem: perfeita. Rastro: branco ou incolor. Fusibilidade: fusível. Solubilidade: insolúvel em ácidos. Ocorrências: rara. Origem: rochas metamórficas. Fratura: concóide, irregular. Fluorescência: não há. Usos: objetos de adorno e joalheria. Seu nome vem de “rhodos”, palavra grega para rosa, referindo-se à cor distinta. Ocorrências: África do Sul, Austrália, Finlândia, Índia, Nova Zelândia, Rússia, Suécia. No Brasil, Caeté, Lafaiete, Nova Lima e Ouro Preto em MG e Serra do Navio, AP. 

MINERAL

ESTEATITO

Filossilicato de magnésio hidratado. Mg3(Si4O10)(OH)2. Esteatito, também pedra-de-talco ou pedra-sabão, é o nome dado a uma rocha metamórfica, campacta, composta, sobretudo de talco, mas contendo muitos outros minerais como magnesita, clorita, tremolita e quartzo. O esteatito provém da transformação do talco e rochas magnesianas a baixa temperatura e alta pressão. Faz parte dos jazimentos de xistos cloríticos, calcários cristalinos, dolomitos e magnesitas, onde se formam em contato com rochas eruptivas. A pedra-sabão é praticamente impenetrável. Não é afetada por substâncias alcalinas ou ácidas. Resiste a rigorosas condições atmosféricas, poluição do ar e consequentemente, chuva ácida, sem ser afetada. Uma das notáveis características da pedra-sabão é sua excelente capacidade de resistir os extremos de temperatura desde muito abaixo de zero até acima de 1000ºC. Resistente às exposições e mudanças de condições atmosféricas durante séculos. A pedra-sabão possui excelentes propriedades de absolvição de calor, retendo quase todo o calor gerado pela fonte de energia (seja o gás, energia elétrica, lenha, carvão mineral ou vegetal), conservando a quentura demoradamente. Dureza: 4. Densidade: 2,8. Brilho: gorduroso a nacarado. Diafaneidade: opaco. Traço: branco. Fratura: irregular. Clivagem: perfeita. Tato: untuoso. Morfologia: cristais tabulares, agregados folheados e maciços. Uso: cadinho industrial, panelas, estatuária como as estátuas de Aleijadinho e o revestimento do Cristo Redentor. Origem: Ouro Preto, MG.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

FÓSSIL

AZEVICHE
O azeviche é de origem orgânica e uma das variedades de carvão mineral. Este material petrificado é resultante da fossilização de troncos de pinheiros existentes no Jurássico como as Araucariáceas (gênero Agathoxilon) e ou Protopináceas (gêneros Protobrachylon, Brachyoxylon e Baieroxylon). Ele formou-se dos restos de madeira imersos em água estagnada há milhões de anos, sendo em seguida compactado e fossilizado pelas pressões ao ser enterrado. Propriedades térmicas: o poder calorífico determina a eficácia de um carvão como combustível e o azeviche apresenta elevado poder calorífico comparado a outros carvões de igual teor de carbono. Composição química: carvão fóssil. O azeviche é exclusivamente constituído por matéria orgânica, visto que o teor de cinzas é muito baixo (2,27%). A porcentagem de umidade é relativamente elevado (12%). E o teor de enxofre total é de (3,1%) contendo pirita. Do ponto de vista macroscópico o azeviche apresenta um aspecto homogêneo, compacto e sem estrutura nem textura vegetal visível. Apresenta uma intensa cor negra aveludada, um brilho vítreo lustroso e fratura concoidal, arestas cortantes e não mancha ao tato. É pouco denso. Dureza: 2 a 3. Densidade: 1,30 a 1,35. Clivagem: não há. Transparência: opaco. Rastro: castanho. Fluorescência: não há. Quando queimado ou tocado com uma agulha quente, emite odor característico de carvão. Evidências arqueológicas indicam que o azeviche tem sido minerado há uns 1.400 anos a.C. Outros variedades de carvão mineral são a turfa, linhito, antracito, hulha e grafite. Pode acontecer de ter fósseis. A rainha Vitória da Inglaterra difundiu a moda de joias de azeviche, após a morte de seu marido Albert, usando joias negras em sinal de luto. Também conhecido como âmbar negro. Suas reservas são na Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Portugal e outras regiões do mundo. Amostra proveniente da região de Leiria, Portugal.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

MINERAL

RIÓLITO
Rocha magmática porfirítica de formação vulcânica, originária de lava. É um equivalente do granito. Rocha ácida contendo mais de 65% de sílica e mais de 10% de quartzo. Rocha formada pelo resfriamento da lava, resultante de uma erupção violenta. Os vulcões de riólito são frequentemente de escape e liberam muito de materiais fragmentados. Textura: massa mineral principal muito fina e de cor escura quase preta. Com manchas (cristais grandes) cinzentas, brancas, leitosas e acastanhadas, algumas vítreas. Seus componentes minerais maiores em destaque são o quartzo, feldspato e mica. Os minerais acessórios são a biotita e o piroxênio. A hornblenda e a augita estão presentes, alem da tridimita e cristobalita. Diz-se do riólito, uma rocha magmática, que apresenta fenocristais (cristais grandes) disseminados numa massa vítrea ou finamente cristalizada. Os riólitos são encontrados em todas as partes da Terra e em todas as idades geológicas. Amostra italiana.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

MINERAL

UNAKITA
A unakita é uma rocha magmática, um granito alterado e muito peculiar, sendo formada pela união de três minerais diferentes: epídoto, feldspato, quartzo, além dos outros minerais típicos do granito. Verde do epídoto, o rosa-salmão do feldspato e tons brancos e cinzas do quartzo. É precisamente esta mescla o resultado pela beleza desta gema que assume um aspecto manchado. Quanto às propriedades desta rocha, forma um agregado extraordinário, variando quanto a sua aparência. É difícil definir suas propriedades. Assim, por exemplo, não pertence a nenhum sistema cristalográfico concreto, e que teria que definir cada um de seus componentes e não apresenta uma forma química própria e invariável. Tampouco o risco ou rastro, tão característico dos minerais não serve como determinante, pois depende diretamente do ponto do agregado que se testa, podendo ser o epídoto, o feldspato ou o quartzo. Sistema cristalino: monoclínico. Fratura: irregular. Clivagem: nenhuma. Dureza: 6 a 7. Densidade: 2,70 a 3,50. Diafaneidade: opaco. Fluorescência: inexistente. Brilho: vítreo. A denominação de Unakita deriva do lugar em que foi descrita, as montanhas de Unaka, ao norte de Tennesse, EUA. Os índios Cherokee já utilizavam esta rocha artesanalmente e como apetrechos. Utilização: joalheria, estatuária e colecionadores. Ocorrências: Brasil, África do Sul, China, Eua e México.

MINERAL

DUMORTIERITA
Um borossilicato de alumínio. Fórmula química: Al7(BO3)(SiO4)3O3. Sistema cristalino: ortorrômbico. Raramente em cristais nítidos. Morfologia: maciço, granular, fibroso, colunares, prismático e usualmente ocorrendo em agregados radiais e aciculares. Diafaneidade: opaco. Cor: azul, verde, rosa, violeta e castanho. Brilho: vítreo a terno. Clivagem: não há. Fratura: irregular e fibroso. Traço: branco. Dureza: 7. Densidade: 3,36. Ocorrência: rochas magmáticas ácidas, pegmatitos e rochas metamórficas de grãos grossos. Em homenagem ao paleontólogo francês, Eugène Dumortier. Um mineral de ornamentação e estatuária. Existem no Brasil, EUA, Madagascar, Peru e República Checa. Rocha proveniente do Peru.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

MINÉRIO

FERRO


Sistema cristalino cúbico. Fe. Cor: cinzento-metalizado ao negro. Brilho: metálico. Rastro: cinzento, preto, marrom e vermelho. Diafaneidade: opaco. Clivagem: perfeita. Fratura: serrilhado. Tenacidade: maleável. Morfologia: cristais, granulares, maciços e terrosos. Dureza: 4. Densidade: 7,90. Origem: rocha magmática. Composição química: ferro puro (100%), ou com porcentagens variáveis em suas variedades, além de conter algum níquel e frequentemente com pequenas quantidades de cobalto, cobre, manganês e enxôfre. Aspecto diagnóstico: pode-se reconhecer o ferro por seu magnetismo forte, sua maleabilidade e pelo revestimento oxidado, usualmente sobre sua superfície. Outros exemplares de ferro: hematita, magnetita e pirita. O ferro meteórico (meteorito) tem um conteúdo de níquel de 5 a 15% e mostra um padrão hexagonal sobre sua superfície polida e corroída por ácido. Amostras mineradas em Congonhas-MG, e doadas pela mineradora Ferrous.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

MINERAL

QUARTZO AZUL ANIL



Cristal de rocha ou quartzo. Óxido de silício. SiO2. Sistema cristalino trigonal. Apresenta geralmente uma coluna hexagonal com faces piramidais nos extremos. A coloração é tão variável como as suas formas cristalinas. Por vezes incolor (cristal de rocha e cristal hialino), podendo apresentar quase sempre matizado de cores que vão do branco, castanho ao negro. Há as cores violeta, rosa, verde maçã, amarelo, azul, etc. As suas colorações são devidas a impurezas e vestígios de diversos elementos minerais (manganês, ferro, níquel, cromo, vanádio, magnésio, lítio, sódio, potássio, alumínio e titânio) ou ao efeito da radioatividade – caso do quartzo defumado. Nas amostras em destaque, os elementos minerais como o cobre, alumínio ou o zinco devem ter colorido de azul anil o cristal. Brilho: vítreo. Clivagem inexistente. Fratura: concoidal. Dureza: 7. Densidade: 2,6. Origem: magmática e metamórfica. Diafaneidade: transparente, translúcida e opaca. Rastro: branco. Fusibilidade: infusível. As jazidas mais abundantes e importantes estão no Brasil. Novidade no mundo mineral internacional, a recentíssima descoberta e a exclusividade de sua tonalidade azul-anil. Várias amostras brutas e duas espécimes lapidadas como cabochões, com os fenômenos (efeitos) peculiares próprios. Amostras coletadas no município de Gentio do Ouro, Bahia.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

MINERAL

DIAMANTES
Carbono puro cristalizado. C. Sistema cristalino: cúbico, octaédrico, dodecaédrico e hexatetraédrico. São comuns cristais achatados e alongados. Seus cristais assumem várias formas cúbicas com bordas curvas. Clivagem: perfeita. Fratura: concoidal. Dureza: 10. Densidade: 3,5. Brilho: adamantino (os cristais ao natural tem uma aparência gordurosas característica). Cor: branco, incolor, vermelho, alaranjado, róseo, amarelo, verde, azul, castanho, preto. Diafaneidade: transparente, translúcido e opaco. Luminescência: por vezes fluorescentes às vezes fosforescentes. Morfologia: cristais cúbicos, octaédricos e geminados. Traço: branco. Fusibilidade: infusível. Origem: rochas sedimentares, ígneas e depósitos hidrotermais. Ensaios: indissolúvel nos ácidos e nos álcalis. Aspectos diagnósticos: distingue-se o diamante dos minerais com aparência semelhante por sua grande dureza, o brilho adamantino e clivagem. Ocorrências: acha-se o diamante mais comumente nas areias e cascalhos nos leitos dos córregos e rios, onde se preservou por causa de sua natureza química inerte, sua grande dureza e sua densidade razoavelmente alta. Ou na formação de sopa, conglomerado diamantífero de cimento argiloso, que constitui grandes depósitos em alguns pontos de lavra. Nas regiões diamantíferas, os diamantes são acompanhados de trinta e três diferentes satélites (minerais).  São eles: cativo, ovo de pomba, palha de arroz (cianita), sericória, fava, osso de cristal, tinteiro, cabeça de macaco, agulha, ferragem, feijão (turmalina preta), chicória (granada), caboclo lustroso (limonita), seixo de cristal arredondado, verga de aço, sillimanita, sílex, pedra de Santana (limonita limonitizada), pingo d’agua, lacre (jaspe vermelho), martita, magnetita e fósseis diminutos. Alguns destes satélites são muitos magnetizados, outros são mais ou menos e outros sem. Os diamantes industriais são os carbonados, borts e balas, de formas arredondadas e exteriores ásperos, e só servem para atividade industrial, não são considerados gemas. No Brasil a garimpagem iniciou-se no século XVII, em Diamantina-MG.  Hoje, o extrativismo acontece em Coromandel, Estrêla do Sul, Romaria, Abadia dos Dourados, Monte Carmelo, Uberaba e Abaeté, MG. Na Bahia, Lençóis e Andaraí. Mato Grosso, Juína. E em quase todos os estados brasileiros. No mundo, África do Sul, em rocha kimberlítica. Congo Belga, Angola, Namíbia, Austrália, Índia e Rússia. Na foto, se vê os diamantes industriais (carbonado, bort e bala), e os diamantes gemas de vários tamanhos, cores e formas cristalográficas.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

MINÉRIO

PIRROTITA
Sulfeto de ferro. FeS. Sistema cristalino: hexagonal. Composição química: Fe 60,4% + S 39,6%. Hábito: prismático, tabular, lamelar, piramidal e massas granulares. Clivagem: perfeita. Fratura: subconcoidal. Dureza: 3,5 a 4,5. Densidade: 4,5 a 4,9. Brilho: metálico. Cor: bronze pardacento. Traço: cinza escura a preto. Magnetismo: muito magnética. Transparência: opaco. Ocorrência: rochas magmática e metamórfica. Associação: com a calcopirita, pirita pentlandita e magnetita. Pode conter em sua composição: 5% de níquel e até cobalto. É encontrada em alguns meteoritos. Etimologia: do grego, chama vermelha.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

MINERALÓIDE

COPAL
O copal é uma resina orgânica (mineralóide) jovem, em termos paleontológicos, formada não mais do que 10.000 anos atrás. É considerada uma resina não fóssil e tem uma aparência muito semelhante com o âmbar. Apesar de ser uma substância endurecida, não está fossilizada, mas petrificada. Não se verifica, pois, a completa polimerização dos seus elementos, contendo, alem disso, as substâncias voláteis próprias das resinas e que são praticamente inexistentes no âmbar. Devido aos voláteis, a superfície do copal sofre alterações relativamente rápidas quando exposta a fatores ambientais, gerando-se uma superfície típica de pátina microfissurada. É encontrada em forma de nódulos irregulares de colorações de amarelo-claro, cor de mel, marrom, pardacenta e às vezes turva devido à inclusão de minúsculas bolhas de ar. Seu aparecimento se dá quando o solo é escavado ou remexido, lugar das extintas árvores formadoras do copal. Existem vários tipos de resinas copálicas, em geral são duras e de brilho vítreo e resinoso. Originarias de certas árvores da floresta tropical, como as Copaífera gusbourthiana, Hymenacea protea, Agathis australis e outras mais. Dureza: 2 a 3. Densidade: 1,10. Composição química: C10H16O. Solubilidade: insolúvel em água. Dissolubilidade: em éter, clorofórmio e álcool. Foi encontrada em túmulos egípcios de 3.200 anos a.C. Achados de peças inteiras de até 10 kg de copal. O copal deve seu nome a um termo azteca, copalli. O copal é um excelente substituto do âmbar, tendo cor, textura, transparência, características interiores e outras propriedades gemológicas muito semelhantes. É encontrada no Brasil, Colômbia, Nova Zelândia, Quênia, República Dominicana, Tanzânia. É utilizada principalmente em joalheria e em coleções. Amostras achadas entre os municípios de Araxá e Uberaba.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

MINERAL

ARDÓSIA


A ardósia é o resultado da decomposição dos silicatos, ocorrendo uma acumulação destes sedimentos e logo a transformação em argilito (argila). Forma-se então o xisto argiloso compacto e de estratificação muito perfeita e dando início ao metamorfismo, constituindo as ardósias. As ardósias são, então, argilas metamorfoseadas de baixo grau de metamorfismo. A ardósia é uma rocha metamórfica sílico-argilosa, formada pela transformação da argila sobre pressão e temperatura, endurecida em finas lamelas e com formação de grandes placas. Microcristalina de granulação extremamente fina, boa xistosidade, perceptível pela boa divisibilidade, também ocorrendo macividade, possuindo aspecto e sensação sedosa e ou gordurosa. Rocha inerte quimicamente, baixo condutor de calor, não conduz eletricidade, não queima e é impermeável. As estruturas em lâminas são facilmente cliváveis. São rochas metamórficas compactas. Suas cores são o verde, cinza, preta, marrom e enferrujada. É também, em algumas circunstâncias, uma rocha fossilífera. Usos: empregam como ladrilhos de pisos, pavimentos, fachadas, paredes, calçadas, pias e lavatórios, balcões, tampo de mesa, cantoneiras, telhados e quadros-negros (lousa).
Foto 1 - Ardósia com uma trilobita fossilizada.
Foto 2 - Ondas e ou movimento das águas sobre a ardósia quando em formação. Pode acontecer de haver marcas de chuva. Ardósias com ondulação em 3 andares do Ed. Elias João, na Av. Dr. Fidélis Reis, 481 - centro da cidade de Uberaba-MG.
Foto 3 - Imagem de uma jazida de ardósia, cedida pela mineradora Altivo Pedras Ltda, no município de Martinho Campos, Minas Gerais.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

MINÉRIO

OURO
Elemento nativo. Au. Sistema cristalino: isométrico, hexaoctaédrico. Comumente os cristais são octaédricos ou cúbicos e são malformados. Morfologia: cristais arborescentes, dentríticos, filiformes retorcidos, lâminas, grãos e pepitas. Dureza: 2,5 a 3. Densidade: 19,3 quando puro, com impurezas com outros metais pode baixar até 15. Muito maleável e dúctil. Diafaneidade: opaco. Fusibilidade: fusível, 1.063°C. Brilho: metálico vivo. Cor: amarelo do ouro. Rastro: amarelo de ouro. Fratura: áspera ou rugosa. Clivagem: inexistente. O ouro pode ser confundido com a pirita e a calcopirita, mas qualquer teste é suficiente para a identificação. Embora o ouro seja      um elemento raro, ele ocorre na natureza no estado nativo, distribuído amplamente, em pequenas quantidades. É encontrado em estado primário nos veios de quartzo e, depois da desintegração destes, em depósitos fluviais (aluviões). O ouro foi o primeiro metal que o homem pré-histórico conheceu no neolítico. Os egípcios já extraiam em suas minas há 2.900 anos antes de nossa era. Os artefatos de arte em ouro mais antigos foram descobertos em 1.972 em Grupina, perto de Varna, na Bulgária, e datam de 4.000 anos antes de nossa era. Além do ouro puro, existem outros minerais de ouro: Silvanita, Calaverita e Nagiagita. O jazimento mais famoso em produção e quantidade de ouro foi o de Serra Pelada, no estado do Pará.  Usos: o principal uso do ouro é o de ser um padrão monetário, alem de ser símbolo de pureza, valor, realeza e ostentação. Usa-se em instrumento científicos, na indústria espacial, computadores, moedas, odontologia, joalheria, etc. Foto cedida gentilmente pela Crystal Classics.

MINÉRIO

PLATINA
Elemento nativo. Pt. Sistema cristalino: isométrico, hexaoctaédrico.  Os cristais de forma cúbicos são raros e, malformados. Ocorrência: a platina é um metal raro que ocorre quase exclusivamente no estado nativo. Aparecem em pequenos grãos, lâminas e em fragmentos soltos. Em outras regiões se dá nas formas de massas irregulares e pepitas de bom tamanho. Dureza: 4 a 4,5.  Densidade: 21,45 quando pura e, 14 a 19 quando nativa. Cor: branca prata ou cinza prata. Traço: branca de prata. Brilho: brilho metálico reluzente. Diafaneidade: opaco. Fratura: áspera. Clivagem: nenhuma. Origem: em rochas ígneas, normalmente como minérios nos quais os grãos de platina são frequentemente muito pequenos a olho nu. Mais usuais em depósitos aluviais com cascalhos de rio. Inerte quimicamente, resistente à corrosão, dureza superior e de seu elevado ponto de fusão, 1.755°C. Levemente magnética. Diferente da prata, a platina não escurece quando exposta à atmosfera. Conhece-se apenas um mineral, composto natural raro, de platina e arsênico, a sperrylita (PtAs2). As principais ocorrências são África do Sul, Alasca, Austrália, Brasil, Canadá, Colômbia, Peru e Rússia. Descoberta na Colômbia foi levada para a Europa em 1.735, onde recebeu o nome de platina, do diminutivo de plata (prata em espanhol), por causa de sua semelhança com a prata. Usa-se para instrumento de laboratório, eletricidade, medicina, odontologia e em joalheria. Foto gentilmente cedida pela Crystal Classics.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

ROCHAS ESPACIAIS

METEORITOS





 



Ou rochas-extraterrestres. Os meteoritos são as “estrelas cadentes” que atingem a superfície da Terra. As suas dimensões podem variar desde o tamanho de um grão de areia à de uma massa de várias toneladas (o meteorito de Hoba, Namíbia, pesa 60 toneladas, e o maior brasileiro é o achado em Monte Santo, Bahia, o Bendegó de 5.360 quilos), custodiado no Museu da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Os meteoritos têm dois entendimentos segundo a maneira de encontrá-los: “caídos”, aqueles que vemos caindo. E “achados”, aqueles que encontramos e reconhecemos por suas características típicas. Existem três categorias de meteoritos e a sua proporção encontrada na Terra: os Pétreos 94,4%, os Férricos 4,5% e os Mistos 1,1%. E a quantidade de ferro metálico nomina os meteoritos: Sideritos (mais de 90%), Siderolitos (50% mais ou menos), e o Aerolitos (menos de 20%). São normas ditadas pela Meteoritical Society. O meteorito férrico tem um conteúdo de níquel variando entre 5 e 15%, formando toda a massa dos meteoritos de ferro e mostra um padrão hexagonal sobre uma superfície polida e corroída por ácido nítrico (linhas de Widmannstatten). Esta composição não se encontra na crosta terrestre como minério. O ferro acha-se disseminado em meteoritos silicatados, em grânulos pequenos ou grossos, por vezes agregados maciços que consistem em grãos irregulares de diferentes minerais, o seu tamanho varia entre o microscópico e os vários centímetros de largura. Origem e classificação: os meteoritos são de uma maneira simples, rochas ígneas formadas fora da Terra. A maioria é proveniente da faixa de asteróides situadas entre as órbitas de Marte e Júpiter. Reconhecem-se os meteoritos por sua superfície fundida, cheias de cavidades e depressões côncavas (Regmagliptos), e por um revestimento de óxido férrico, ferrugem. Os meteoritos férricos são magnéticos. Há os meteoritos Vítreos (tectitos) que são de estrutura amorfa e quase todos formados, predominantemente, de SiO2 (80%) e Al2O3 (10%). Cor verde-claro a escuro e negro. Diafaneidade: transparente, translúcido a opaco. Brilho: vítreo. Fratura: concoidal a irregular. Procedem do espaço, porem não foi observada nenhuma queda até o presente momento. Sua composição química é distintamente diferente da dos vidros magmáticos. A densidade é de 2,4.  De pequeno tamanho, de 200 a 300 gramas. Morfologia: em forma de disco, ovoide e fragmentos irregulares. Superfície lisa ou rugosa.

Foto 1 = Meteorito Férrico, encontrado em 1.836,  Brukkaros, Namíbia. Pesa 844 gramas e mede 9,5 x 8,2 x 4,5 cm.
Foto 2 = Meteorito Férrico, encontrado em 1.879, Estheville, Iowa, EUA. Pesa 24,8 gramas e mede 3 x 2,5 x 1,5 cm.
Foto 3 = É o efeito que se tem quando um meteorito de ferro é cortado, polido e atacado com ácido nítrico, forma esta figura típica só em meteoritos, linhas de 'Widmanstatten". 
Foto 4 = Meteorito Férrico "Regmaglipts". Encontrado em 1.947, Paseka, Rússia. Mede 4,9 x 4,2 x 1,8 cm. Neste tipo de meteorito, acontece por que na entrada da atmosfera, os minerais menos resistente sofre combustão, dando este efeito com cavidades na sua superfície.
Foto 5, 6 e 7 = Meteorito condrito carbonáceo ou Pétreo. Queda em 1969, Chihuahua, México. Pesa 202 gramas. Mede 8,9 x 6,8 x 2,4 cm. Composição: olivina, ortopiroxênio, augita, anortita, etc. A foto 5 mostra o meteorito natural. A foto 6 mostra o meteorito cortado. A foto 7 mostra ampliado seus grânulos minerais.
Foto 8 = Tectite - Moldavite. Pesa 21,5 gramas e mede 5,2 x 2,6 x 1,2 cm. Bohemia, República Checa. Pensa-se que são vidros vindos do espaço, sem comprovação científica.
Fotos gentilmente permitidas pela Crystal Classics.

domingo, 5 de julho de 2015

MINÉRIO

ARSENOPIRITA
Ou mispíquel. Sulfeto de ferro e arsênico. FeAsS. Sistema cristalino: monoclínico. Associação: a outros sulfetos metálicos como galena PbS, esfalerita ZnS, calcopirita CuFeS2, pirita FeS2 e em jazigos de prata, níquel e cobalto. Cor: branco de prata a cinzento aço. Brilho: metálico prateado. Dureza: 5,5 a 6. Densidade: 6,2. Traço: negro. Clivagem: perfeita. Fratura: irregular, frágil. Fusibilidade: fusível. Composição química: Fe 34,3 + As 46% + S 19,7%. Diafaneidade: opaco. Morfologia: cristais tabulares espessos, prismáticos, estriados, granulosos, maciços e com massas compactas. Origem: rochas ígneas, metamórficas e sedimentares. Ocorrência: comum. Quando há irisação, pode haver ouro disseminado. Utilidade: usa-se o arsênico na medicina, inseticidas, vidros, preservativos, pigmentos e na pirotecnia. Nome: mispíquel, antigo e em desuso.

terça-feira, 30 de junho de 2015

MINERAL

CALCITA
Carbonato de cálcio. CaCO3. Sistema cristalino: hexagonal – escalenoédrico. Não existe outro mineral que supera a calcita em riqueza de formatos cristalinos, ocorrendo mais de quinhentas formas diferentes, muitas altamente complexas. As formatações cristalográficas ocorrem em cubos, retângulos, piramidais, ponteiros, grânulos, fribosos, massas, colunares, aciculares, lamelas, drusas e estalactites. Composição química: CaO 56% + CO2 44%. Brilho: vítreo, nacarado. Cor: branco ou incolor, podendo ter outras cores devido a impureza de outros minerais. Dureza: 3. Densidade: 2,7. Morfologia: de grânulos grossos a finos. Diafaneidade: transparente a opaco. Traço: branco. Clivagem: perfeita. Fratura: concóide e quebradiça. Luminescência: fluorescente e fosforescente. Cor da chama: vermelho a laranja. Fusibilidade: infusível. Origem: rochas ígneas, metamórficas, sedimentares e hidrotermais. Conhece-se como Espato da Islândia, por ter sido descoberto primeiramente na Islândia, a variedade quimicamente pura e opticamente clara e incolor, mostrando dupla refração. É um constituinte de mármores e calcários. Ocorrência: muito comum.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

MINERAL

ALBITA
Silicato de alumínio, sódio e cálcio. NaAlSi3O8. Sistema cristalino: triclínico – pinacoidal. Grupo dos feldspatos. Cor: incolor, branco, amarelado, rosado, cinzento, esverdeado e azulado. Risco: branco. Brilho: vítreo, perolado e nacarado. Diafaneidade: transparente, translúcido e opaco. Dureza: 6 a 6,5. Densidade: 2,6.  Clivagem: boa. Fratura: irregular a concoidal. Morfologia: cristais tabulares, agregados lamelares planos e vários tipos de geminações conforme as várias leis de cristalizações diferentes que regem a família de ortoclásio. Origem e ocorrências: magmática em granitos, sienitos e pegmatitos. Metamórfica em xistos e gnaisses. Rochas sedimentares e hidrotermais. Fusibilidade: funde com dificuldade. Teste: colore a chama de amarelo. O nome deriva do latim = albus, significando branco ou albino, em alusão a sua cor. Usos: como rochas ornamentais, em louças, cerâmicas e vidro, e como espécimes minerais de belas drusas para colecionadores e Museus.

sábado, 20 de junho de 2015

MINERAL

ESTILBITA
Silicato hidratado de sódio, cálcio e alumínio. NaCa2Al5Si13O36.14H2O. Sistema cristalino: monoclínico – prismático. Grupo das zeólitas. Morfologia: cristais prismáticos a tabulares, germinações de impregnações complicados e agregados em feixes, granulares e maciças. Dureza: 3,5 a 4. Densidade: 2,20. Clivagem: perfeita. Fratura: irregular a concoidal. Traço: incolor. Brilho: vítreo e perolado. Cor: branco, cinza, rosa, laranja, amarelado, avermelhado e marrom. Formação: nas cavidades basálticas e outras lavas. Seu nome vem do grego “stilbe” = lustre, se referindo ao seu brilho perolado-vítreo. 

MINERAL

GOOSECREEKITA
Silicato de alumínio hidratado de cálcio. CaAl2Si6.5(H2O). Sistema cristalino: monoclínico. Grupo dos zeólitos. Hábito: formas cristalinas e agregados irregulares – os cristais são arredondados em prismas, globulares e cunhas. Ocorrência: hidrotermal em cavidades e filonetes de rochas vulcânicas. Diafaneidade: transparente a translúcido. Cor: incolor, branco. Risco: incolor. Dureza: 4,5. Densidade: 2,5. Brilho: vítreo, perolado. Clivagem: inexistente. Fratura: desigual. Tenacidade: quebradiço. Origem: rochas ígneas. Embora seja raro, faz parte de uma família muito interessante de estrutura conhecidas como zeólitos. Minerais associados: quartzo, calcita, epistilbita, heulandita, stilbite e outras zeólitos. Muito apreciada por colecionadores. Nome: em referência a descoberta na pedreira de Goose Creek, Virgínia, Estados Unidos.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

MINÉRIO

ACANTITA

Sulfeto de prata. Ag2S. Sistema cristalino: monoclínico. A acantita é um polimorfo da argentita, ou seja, é o mesmo mineral de prata. A mesma fórmula química, porém, foram cristalizados em temperaturas diferentes. A acantita se cristaliza em ambiente inferior a 179°C e a argentita acima desta temperatura de 179°C. Descrito em 1.855. Etimologia: seu nome deriva do grego “akantha”, significando espinho, referindo as formas características dos cristais. Porcentagem química: Ag 87,06% + S 12,94%. Cor: cinza de chumbo, prateado e preto. Rastro: risco preto brilhante. Dureza: 2,5. Densidade: 7,4. Fratura: sub-concoidal. Clivagem: indistinta. Tenacidade: séctil. Diafaneidade: opaco. Gênese: se apresenta em jazimentos hidrotermais de baixa temperatura, em veios de sulfetos e com outros minerais de prata. Pode coexistir com o chumbo e o ouro. Característica: um importante mineral de prata. Usos: em componentes eletrônicos, amálgamas dentárias, espelhos, filmes fotográficos, radiografias de raios X, colírios e na joalheria. Há indícios que a prata já era manuseada 3.000 anos a.C. na Grécia e Turquia. É um dos minérios citados na Bíblia, no Antigo Testamento (crônicas 20, 21 e 24). O revestimento superficial (verde) é de malaquita. As duas fotos são da mesma rocha só que fotografadas em focos diferentes.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

MINERAL

CINÁBRIO
Sulfêto de mercúrio. HgS. Sistema cristalino: hexagonal-trigonal. Usualmente, agregados compactos, maciços, finamente granular, terroso, granulosos ou lisos. Brilho: quando puro, a cor é vermelhão-vermelho adamantino, quando impuro, chega a ser terroso, fosco, de um vermelho-pardacento. Dureza: 2 a 2,5. Densidade: 8,2. Cor: vermelha a pardacenta, cinzenta. Clivagem: perfeita. Fratura: irregular, estilhaçada. Fusibilidade: infusível. Diafaneidade: transparente a translúcido. Aspecto diagnóstico: reconhecido pela sua cor vermelha e traço escarlate, alta densidade relativa. Composição: Hg 86,2% + S 13,8%. Ocorrência. O cinábrio é o mais importante minério de mercúrio, encontrando-se, no entanto, em quantidade, em relativamente poucas localidades. Ocorre: em gotas de mercúrio nativo, de brilho metálico muito brilhante de cor branco de prata. Em impregnações e enchimentos de veios perto de rochas vulcânicas recentes e em fontes termais, depositado próximo da superfície, provindo de soluções que eram, provavelmente, alcalinas. A temperatura normal, o mercúrio é um líquido, mas a menos 40ºC solidifica-se. O ferro flutua sobre o mercúrio. Origem: rochas ígneas, sedimentares, depósitos hidrotermais e em veios ligados a rochas vulcânicas. Associação: com realgar, pirita, marcassita, estibnita, sulfetos de cobre e outros minerais. Usos: amalgamação para a recuperação do ouro, termômetros, barômetros, pilha de mercúrio, etc. O nome, mercúrio, supõe-se, originário da Índia.

sábado, 30 de maio de 2015

MINÉRIO

SCHEELITA
Tungstato de cálcio. CaWO4. Sistema cristalino: tetragonal, bipiramidal. Junto com a wolframita, são as maiores fontes para a obtenção de tungstênio. Composição química: CaO 19,4% + WO3 80,6%. Aspectos diagnósticos: reconhece-se a scheelita por sua elevada densidade relativa e sua forma cristalina. Quando límpida pode ser lapidada, resultando em gemas com intenso brilho adamantino, devido ao seu elevado índice de refração. Luminiscência: sob a luz ultravioleta, a scheelita reage exibindo uma tonalidade azulada intensa, propriedade usada na sua prospecção, feitas em galerias subterrâneas, ou à noite em mina a céu aberto. Diafaneidade: transparente a opaco. Hábito: cristais prismáticos, maclas, maciços, granulares e colunares. Clivagem: perfeita. Fratura: irregular a concoidal. Traço: branco. Dureza: 4,5 a 5. Densidade: 6,2. Brilho: vítreo, adamantino e ceroso. Cores: cristal branco, acinzentado, alaranjado, amarelado, castanho, verde e vermelho. Fusibilidade: 4.500°C. Origem: rochas ígneas e metamórficas, em veios hidrotermais e pegmatitos graníticos. Em honra ao seu descobridor em 1781, o químico sueco K.W. Scheeler (1742-1786), que isolou o elemento tungstênio na scheelita. Usos: filamentos de lâmpadas, metal de endurecimento do aço, ferramentas de corte, brocas para perfurações, materiais abrasivos, contatos elétricos para fornos de altas temperaturas, equipamentos de raios X, pontas de canetas esferográficas, projéteis, canhões, metralhadoras, motores de foguetes, turbinas de aviões e revestimentos de mísseis. Um mineral metálico, não ferroso, de alta densidade e boa condutibilidade elétrica. A principal utilidade é, sem dúvida, a extraordinária capacidade do tungstênio em converter a corrente elétrica em luz. A amostra acima foi extraída no município de Currais Novos – Rio Grande do Norte e doada pela mineradora, Mineração Tomaz Salustino.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

FÓSSIL

NUMMULITES

Nummulite é um gênero de foraminíferos bentônicos extintos: Família Nummulitóidea, Subordem Rotalina. Nummulite possui uma forma lenticular ou de lentilha fóssil, caracterizada por várias bobinas, subdividida por septos em câmaras. Eles são as conchas dos fósseis e dos atuais protozoários marinhos. Nummulites comumente tinham de 1,3 cm a 6 cm de diâmetro. Eram comuns do Eoceno ao Mioceno (em rochas do Cenozóico antigo – Mar de Tétis) em rochas marinhas, particularmente ao redor do sudoeste da Ásia e do Mediterrâneo, os chamados calcários Eoceno do Egito. São valiosas por indicar os tempos geológicos, chamadas de rochas índice ou de guias. Este calcário nummulite amarelado (quase rocha marmórea) foi utilizada na construção dos monumentos antigos dos egípcios, tais como as pirâmides. Foto superior: lado polido ampliado e a de baixo só serrada. Peça de 15 x 15 cm, adquirida no Cairo – Egito.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

MINERAL

DATOLITA
Silicato hidratado de cálcio e boro. CaBSiO4(OH). Sistema cristalino: monocrínico-prismático. Cor: branco, incolor, acinzentado, amarelado, esverdeado. Rastro: branco. Brilho: vítreo a baço. Diafaneidade: transparente, translúcido a opaco. Dureza: 5 a 5,5. Densidade: 3,1. Fratura: irregular a concoidal. Clivagem: nenhuma. Morfologia: cristais prismáticos, tabulares, nódulos e granulares. Classe mineral: silicatos. Tenacidade: quebradiço. Luminiscência: fluorescente. Ocorrência: em rochas ígneas, metamórficas e depósitos hidrotermais, e, ocasionalmente, nos veios de minérios. Pode ser encontrado como um mineral secundário em enchimento nos serpentinitos e em derrames de lava basálticas antigas. Encontra-se muita da vezes associados com os minerais zeólitos, calcita e prehnita. É encontrado em todo o mundo. Datolita foi descoberta em 1806 pelo norueguês Jens Esmark. Datolita quer dizer, pedra que “separa-divide”, do grego “dateisthai” – dividir, e, “lithos” para pedra.